Ocelos

Os sentidos das abelhas

O INCRÍVEL SISTEMA SENSORIAL DAS ABELHAS.
Muitos se perguntam, como as abelhas se orientam dentro da colmeia, um ambiente totalmente escuro? ou Como as abelhas identificam uma flor a metros ou quilômetros de distância?
A resposta é simples, as abelhas possuem um sistema sensorial composto por OLHOS COMPOSTOS, OCELOS e ANTENAS.

Agora, vamos entender um pouco mais sobre os sentidos das abelhas.

Localizados nas laterais da cabeça das abelhas, os olhos compostos são formados por milhares de estruturas menores conhecidas como omatíodes, no qual a quantidade varia de acordo com a casta (operária, zangão e rainha), sendo mais numerosos em zangões. Com a função de detectar luz, cores e movimentos, torna-se possível formar imagens. O curioso é que as abelhas não conseguem identificar a luz vermelha, porém identificam a ultravioleta, azul-violeta, azul, verde, amarelo e laranja.

 

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Ocelos ou mancha ocular são os três pequenos olhos primitivos de lentes convexas, localizados no topo da cabeça da abelha, ou seja, são estruturas pequenas e isoladas, constituídas de células sensoriais, conectadas ao nervo óptico e responsáveis pela detecção da intensidade de luz (baixos níveis e variação na intensidade) e direção da luz, ou seja, percepção do ambiente (navegação e estabilidade de voo), mas não são capazes de formar imagens.


Entre as vantagens das funções dos ocelos, há a capacidade de identificar radiações eletromagnéticas ou os raios ultravioletas, o que facilita a detecção das flores, que refletem determinados tipos de ondas eletromagnéticas e espectro de cores. Devido a esse sistema óptico e a reflexão dos raios ultravioletas, as abelhas nativas registram a localização da colmeia durante o voo e determinam a hora de retornar, antes do anoitecer.
Por fim, as antenas possuem a função dos demais sentidos, sendo o olfato, através as cavidades olfativas, em maior quantidade em zangões, com a função de identificar o odor da princesa no voo nupcial; tato e audição.

Texto de Gabriela Silva e imagem de Julio Pupim.

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Celso Barbiéri

Mestrando em Sustentabilidade e Bacharel em Gestão Ambiental pela USP. Diretor técnico-científico da SOS Abelhas sem Ferrão. Atualmente pesquisando abelhas sem ferrão, meliponicultura e ecologia urbana. Interessado em divulgação científica e em mostrar para as pessoas que aprender pode ser divertido. Praticante de Karatê, entusiasta de literatura fantástica e ficção científica. Jogador competitivo de Pokémon e fã de animes e mangás nas horas vagas.