Meliponicultura Escotismo

Meliponicultura se torna especialidade escoteira.

A Meliponicultura, criação racional de abelhas nativas sem ferrão, acaba de de se tornar uma especialidade escoteira.  O que significa que milhares de crianças brasileiras poderão ter uma forma de contato com as abelhas sem ferrão, conhecendo-as e se tornando cuidadores.

Em diversas oportunidades, a SOS Abelhas sem Ferrão já levou um pouco do conhecimento sobre as abelhas sem ferrão para diversos grupos escoteiros no Brasil.

Atividade da Extensão Uberlândia-MG com grupo escoteiro.

Aqui temos um depoimento do Chefe Aurélio Cavalcante, solicitante da entrada da Meliponicultura como especialidade escoteira após uma atividade didática ministrada pela SOS Abelhas sem Ferrão:

“A ideia de criar a especialidade em meliponicultura já vem de longa data, oriunda de uma infância rica em experiências ao ar livre. Sempre admirei as nossas abelhas nativas e nunca entendi o porquê de só valorizarmos espécies exóticas, tal como fazemos com os frutos. Após termos plantado mais de trezentas mudas de espécies nativas em nossa comunidade – a Invernada do Barro Branco, na Zona Norte da cidade de São Paulo – imaginei que já era a hora começarmos a pensar nos agentes polinizadores.E, para esta experiência, nada melhor do que convidar uma equipe que já vinha fazendo um trabalho fantástico de conscientização: o SOS Abelhas Sem Ferrão. Após uma excepcional atividade conjunta, juntei o que já conhecia sobre o assunto e, com a ajuda destes novos amigos, elaboramos uma ficha de especialidade escoteira sobre o assunto, com o intuito de divulgar este conhecimento, além, é claro, de estimular a atividade de meliponicultura, respeitando a natureza, a legislação vigente e a segurança dos jovens e adultos. A ficha contém 12 itens, numerados de uma forma lógica, de modo que os jovens comecem com pesquisas para, só então, partirem para as atividades práticas.”

 

Nas fotos acima, podemos ver alguns escoteiros do Grupo Escoteiro Primeiro de Brownsea confeccionando e instalando ninhos-isca feitos com garrafas PET reaproveitadas para a captura de abelhas sem ferrão, um dos passos previstos para dominar a atividade da meliponicultura como especialidade escoteira.

Agradecemos ao Chefe Aurélio e a todos os escoteiros envolvidos no processo. Torcemos que agora que a meliponicultura tornou-se uma especialidade escoteira a proteção das abelhas sem ferrão seja levada para cada escoteiro desse país. Sempre alerta.