Meles

Abelhas sem Ferrão na Escola, um ano de doces resultados.

Entramos agora em 2018, com o animo renovado para dar continuidade aos projetos de educação ambiental e conservação das abelhas nativas do Brasil. Para começar bem o ano, nada melhor do que compartilhar com vocês um pouco do projeto “Abelhas sem ferrão na escola” que foi desenvolvido em conjunto com o Colégio Objetivo de Jarinu, através da professora Carla Debelak.

 

No começo do ano passado, recebemos um e-mail da professora Carla, super empolgada em começar um projeto de educação ambiental com as abelhas sem ferrão, e esse projeto não só aconteceu, como está trazendo doces resultados.

A turma escolhida para iniciar o projeto foi a do então sétimo ano. O pessoal começou fazendo pesquisas sobre abelhas nativas, polinização e diversos temas nesse arcabouço. Depois, fizemos duas visitas-palestra no colégio, na qual nos deparamos com uma turma super interessada e participativa. Outra coisa bacana, é que as atividades tiveram uma grande participação dos familiares dos alunos, o que tornou o envolvimento ainda maior.

Os estudantes deram prosseguimento ao projeto, passaram a reconhecer as abelhas nativas em diversos lugares, inclusive na própria escola.  Eles se tornaram “Guardiões das Abelhas sem Ferrão”. Confeccionaram seus ninhos-isca e prepararam-se para passar todo o conhecimento conquistado para o resto da escola, na ECCO, evento tradicional do colégio.

A turma do sétimo ano ensinou sobre as caixas de abelhas sem ferrão, captura e biologia das abelhas nativas.

Além disso, fizeram uma degustação de meles nativos da Mbee.

Fizeram apresentações sobre as abelhas sem ferrão, sobre as abelhas solitárias com as moradas confeccionadas pela talentosíssima Adriana Tiba, fizeram um trabalho muito bacana de sensibilização das turmas do primeiro ciclo do ensino fundamental e do infantil, com o livro “O elo invisível” e com as abelhas de pelúcia da Eco Bee .

 

Acredito que todos temos muito a aprender com esse projeto, não só as crianças. Precisamos de mais iniciativas como essa da professora Carla Debelak, que levou através das abelhas nativas um mundo para dentro da escola, e à partir da escola busca construir um mundo melhor com esses jovens guardiões.

Agora, vocês podem  conferir um depoimento da professora Carla, sobre esse belíssimo projeto:

“Como o SOS Abelhas sem Ferrão entrou em minha vida e depois na da
comunidade escolar na qual trabalho
Desde sempre me identifiquei com abelhas, principalmente as nativas, por sua
capacidade de organização e por ser uma sociedade matriarcal… kkkkk
Mas foi o tempo e minhas pesquisas na internet que me levaram há uns dois anos
até a página do SOS e aí me tornei uma seguidora fiel!
No início desse ano, mais precisamente no dia 02 de Fevereiro, fiz meu primeiro
contato com a ONG com a proposta de divulgar as ASF para a comunidade
escolar e depois para a cidade onde leciono, Jarinu e onde moro, Atibaia.
Claro que eu sabia que teria que estudar muito e escolher uma turma da escola
para começar!
A turma escolhida foi o Sétimo Ano e contamos com a presença dos pais,
responsáveis, Coordenação e Direção. Só assim foi possível ver a ideia sair do
papel e virar realidade!
E o SOS Abelhas sem Ferrão entrou com as palestras, as propostas e a amizade,
não é Celso Barbiéri? Amizade cunhada nos mesmos interesses, que como diz o
Gerson Pinheiro: “divulgar as beinhas para protege-las”.
O seguinte passo seria levar toda a informação e formação adquirida para o
maior número de pessoas. Assim, escolhemos a ECCO Exposição Cultural do
Colégio Objetivo para iniciar esse trabalho. E foi nosso primeiro feedback.
Já sabíamos que as ASF eram desconhecidas da maioria das pessoas e os
visitantes da ECCO se surpreenderam com as informações recebidas.
A SOS Abelhas sem Ferrão abriu muitas portas para nós e tivemos muitos
amantes e amadores, como se expressa Adriana Tiba, ceramista e apaixonada
pelas abelhas nativas solitárias, contribuindo para nosso trabalho.
Aliás, o trabalho continua e o próximo passo é sensibilizar o Infantil e o Ensino
Fundamental 1, através do livro: O Elo Invisível, de Gustavo e Simone Lassala,
usando as abelhas nativas de pelúcia do Eder Avelar e posteriormente,
desenvolver um trabalho mais aprofundado com o Ensino Médio.
Alguns diriam que o céu é o limite, mas para nós, seriam as Praças do Mel!
Eterna gratidão à todos que colaboraram e continuam colaborando com esse projeto!”

Carla Debelak.

Agradecemos profundamente a professora Carla Debelak por toda a dedicação ao projeto e carinho com que envolveu os estudantes e seus familiares. Realmente foi um ano de muito trabalho, mas com doces resultados.

Em 2018 o projeto continua, e você pode saber mais através da própria Carla, no VII Encontro de Meliponicultores de Pilar do Sul, onde ela será palestrante contando muito mais sobre o projeto.

Nos vemos lá!

 

Para mais informações, confira o cartaz abaixo:

 

Celso Barbiéri

Mestrando em Sustentabilidade e Bacharel em Gestão Ambiental pela USP. Diretor técnico-científico da SOS Abelhas sem Ferrão. Atualmente pesquisando abelhas sem ferrão, meliponicultura e ecologia urbana. Interessado em divulgação científica e em mostrar para as pessoas que aprender pode ser divertido. Praticante de Karatê, entusiasta de literatura fantástica e ficção científica. Jogador competitivo de Pokémon e fã de animes e mangás nas horas vagas.